sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Capítulo Extra - Sayounara

Yoo pessoal da QA /o/
Aqui quem fala não é o Buggy, é a Mari da QA! Uhuuu /o/
Bom, eu fui convidada pelo Buggy para escrever capítulos extras para a Fanfic dele. Farei capítulos um pouco paralelos em relação á história, dando atenção á alguns personagens, seu passado e tals 8D Publicarei um capítulo a cada semana, e pretendo, quando a do Buggy acabar, escrever a minha própria XD Mas primeiro eu queria ver se vocês aprovam a minha escrita '-' Eu nunca consegui escrever uma fanfic em 3 dias huauhauha'
Este capítulo será dedicado especialmente á um lindo casal da QA *-* Bibi-san e Roronoa Guih /o/ Na fanfic, ela morreu.. E vejam como Roronoa irá enfrentar isso =/
Espero que gostem, digitei cada letra com todo amor e carinho \(*-*) Valorizem meu trabalho, deixem um comentáriozinho ai vai =3



Capítulo Único
Escrito por: Mariana Tiemi
Personagens/aparições/citações: Bibi-san, Roronoa Guihh, Mari, Angie Kakko, Luffy-kun, Maquele.

……..


“Foi lá que eu te conheci”


Era fim de tarde. O sol já era visto tocando o horizonte daquela pequena cidade. As pétalas das flores caíram vagarosamente aquele chão cheio de marcas do tempo que se passara. – Mas ele, continuara lá, naquele mesmo banco, naquela mesma praça, naquele mesmo lugar, e, com os pensamentos do dia em que conheceu a mais linda flor do seu jardim.
O vento soprava na face do jovem rapaz, que parecia estar inconsolável. Aquelas flores.. Lembravam dela.. Na sua mente apenas pertences de sua amada á lembravam.


“Se eu pudesse voltar ao tempo..”


Roronoa Guilherme, ou Roronoa Guihh, como gosta de ser chamado, estava pensando, lembrando. Do que? Ah sim, dela. Bianca. A Bibi. Roronoa lembrava a cada momento que passara com ela, de cada data especial, de cada beijo, de cada sorriso. De sua cabeça apenas via seus olhos. Nas suas narinas apenas o cheiro do cabelo dela. Em suas mãos havia apenas os braços que ele segurou. Nada mais.

“..Minha pequena..”

Mas tudo isso é apenas uma doce lembrança na cabeça de Roronoa. Apenas isso. Bibi morreu praticamente em seus braços, deitada em seu colo. O sangue dela escorria pelas suas mãos suadas e se misturavam com as lágrimas do jovem rapaz. Bibi morreu, contudo, triste e chateada com ele.
(Nota: Para entender a fanfic direito é necessário ter lido os capítulos Capítulo XX – Os 15 recados da campeã de psico-xadrez)
Ela entendera tudo errado naquele dia. Na frente de seu amor e o seus ciúmes falaram bem mais alto naquele momento. Ela e Mari sempre foram muito amigas, trocavam segredos e conversas. Porém naquela hora, parecia que Bibi se intitulava como uma estranha entre eles.
......
Era 17:00h. Hora do enterro de Bibi. Roronoa nem se quer pensou em comparecer, não suportaria vê-la sob um caixão obscuro. Ele preferiu ficar lá, naquela praça solitária, onde, eles se conheceram. Aquele lugar trazia ótimas lembranças para ele.

Flash Back On

Três anos e meio atrás, no mesmo lugar..
- Roronoa-senpaaaaaai, me leva no parquinho? – perguntou uma pequena criança.

- Ah, claro, vamos lá ^^ - deu um sorriso á sua priminha de 5 anos.

A priminha de Roronoa era de outra cidade. Ela veio com os pais comemorar seu aniversário na casa dos pais dele. O nome dela era Caroline.Roronoa comprou uma pipoca caramelada para a sua priminha, que logo a fez sorrir com aquele grande e cheio pacote com o seu petisco favorito.
A menina devorou uma parte da pipoca, nem deu 5 minutos e ela já disse..

- Roronoa-senpaaaaai! Eu vou brincar lá no balanço com as outras crianças, ta bom? – mal acabou de dizer e saiu em disparada ao pequeno playground, largando até o pacote da pipoca no chão.

- Heh. Ela quase não comeu nada. – olhou para o pacote caído no chão. Deu um pequeno sorriso de canto de boca e reparou que os tempos passam depressa. A sua priminha, que pegou no colo quando criança, já estava grande!

Ele sentara num banco e observara os pássaros voando perto da pequena fonte. Ficou um tempo sem fazer muita coisa, apenas observando a bela paisagem da praça. Ele já havia passado por ela diversas vezes, mas, só hoje Roronoa realmente notou como a praça era bonita, colorida e enfeitada com as flores de cerejeira com o seu suave e delicado perfume.
Até que todo o seu silencio foi quebrado. Havia passando uma garota, com uma bicicleta enorme, de cor rosada. Ela era alta, tinha os cabelos lisos, um pouco compridos, da cor caramelo.. Com o sol eles ficavam quase dourados.

A jovem pedalava com sua bicicleta em direção á fonte... Ela estava tão distraída e entretiva que nem se deu o trabalho de perceber uma pedra que estava no caminho, que a fez tropeçar e cair com tudo no chão.
Roronoa, que percebeu á queda, foi correndo socorrê-la, afinal, o rapaz tinha um ótimo espírito solidário.

- Hei, você está bem? – disse ele olhando para o joelho ralado dela. O sangue da garota já começava a brotar dali.

- Ai, ta doendo... – resmungou ela.

- Deixa que eu te ajudo.. Parece que ainda é novata com bicicletas né? Hehe.. Tinha uma pedra enorme na sua frente. – segurou o braço da garota e a apoiou.

- Aff. Obrigada pela sua gentileza..

- Calma ai, estou brincando! – Deu uma risada discreta. Roronoa a pegou e a levou até o banco onde estava sentado.

- Bem, foi só ralei o joelho. Obrigada. – Bibi tirou da bolsa papeis descartáveis e limpou o sangue.

- Hm.. Isso vai passar rápido, parece ser um corte bem superficial. – ele deu um breve sorriso á ela. – Apropósito, qual é o seu nome?

- Bianca. Mas pode me chamar de Bibi. – olhou de lado.

- Meu nome é Guilherme.. Mas pode me chamar de Gui.. É costume.

Pronto. Apartir daquele momento tudo começou.

Eles ficaram boa parte conversando. Disseram sobre seus gostos e afinidades, o que faziam e tudo mais. A tarde passou e eles mal perceberam, tanto que até o sol já havia sumido e estrelas apareciam em seu lugar.

- Roronoa-senpaaaaaaaaaaaaaaaaai!! – gritou a sua priminha de longe.
A menina chegou perto dos dois com uma cara pouco animadora.

- Ah, Caroline! Já quer ir para casa? – perguntou ele prestativo com a sua pequena prima.


- Quero, estou cansada... – esfregou os olhos de uma maneira bem doce, segurando o sono.

- Tudo bem, vamos para casa. – disse Roronoa. – Bem, até mais, Bibi. A gente se vê por ai...

- Ok... Foi bom te conhecer... – respondeu um tanto chateada por ter que se despedir dele. - 
Obrigada por me ajudar. – disse Bibi sem jeito.

- Ora, não foi nada e, o prazer foi todo meu.

- Quem é essa moça, Roronoa-senpai? – interrompeu Caroline.

- Ah, é uma amiga minha...

- Ah ta. Vamos logo que eu quero assistir Meninas Super Poderosas Geração Z!!!

- Hehehehe’. Ok, querida.

Roronoa partiu com a sua pequena prima. Bibi, que ainda estava sentava, o olhava de longe e sentia que conheceu um grande amigo a partir daquele dia, deixando-a de alguma forma, feliz. Apesar de desconhecer o motivo, obviamente.
Ela desviou o olhar e sem querer se deparou com um pequeno papel amarelo que estava em seu lado.

- “O que é isso?” – pensou ela.
Bibi pegou o pequenino papel, estava todo rasurado, o desamassou e tentou ler. Com uma certa dificuldade, ela conseguiu entender o que estava escrito...:

“Me liga. O número está do outro lado da folha.”

Quando Bibi leu isso, seus olhos se arregalaram, praticamente.

- O-O que? Que cara abusado, esse Guilherme! – de cara, ficou sem graça e um tanto irritada. Mas depois, apenas riu corada. - Rsrsrs.. – riu olhando o papel. – Acho que não vale à pena ligar... – jogou o papel no chão e se dirigiu á sua bicicleta, para voltar para casa.
Mas ela parou. Pensou. Analisou.
Um olhar mais singelo tomou toda sua face.

- Ah quer saber? – correu e pegou o papel. – Quem sabe né?...
A garota pegou a sua bicicleta cor de rosa e voltou alegremente á sua casa, como se nada havia acontecido. “Porém, um pequeno e discreto sorriso havia se formado em sua face.”


Flash Back Off


O céu já estava escuro e estrelas já haviam se fixado nele. Não se via mais o sol e a noite havia começado.
Roronoa havia passado o dia inteiro lá, não se impregnou daquele banco o dia inteiro. Apenas olhava a velha árvore que derrubava as flores de fim de primavera.
Ele estava tão derrubado que nem notou a presença de uma estranha que se aproximava. Ela se sentou ao lado dele e deu um suspiro, chamando a atenção do rapaz.

- Eu achei mesmo que você estava aqui. – disse a jovem.

- M-Mari? – perguntou Roronoa espantado.

Mari deu novamente um suspiro de lamentação.

- Você não foi ao enterro dela não é? – perguntou sem olhar nos olhos.

Rorona virou para o outro lado e disse baixo – Não. Não consegui criar coragem.

- . . . . .
- Para mim isso ainda não é verdade... Não posso acreditar que ela morreu... – Roronoa soluçou com dificuldades para falar - Ainda penso que, quando eu chegar em casa, ainda virei os sapatos dela jogados pelo chão e, ela virá para me receber, me tratar com aquele jeito que só ela tem. – abaixou a cabeça tentando disfarçar a dor.

- Eu... Entendo a sua dor, mas você sabe, ela está...

- Não pronuncie essa palavra! – interrompeu a garota.

- E- esta bem. Eu acho que posso te entender...

- Não, você não pode. – olhou sério para a garota – A Bibi era muito especial para mim. Mais que especial. Eu passei os melhores anos da minha vida ao lado dela. Nós éramos mais que namorados, nós éramos melhores amigos, confidentes, como verdadeiros irmãos. – fitou seriamente Mari – Eu a perdi tão tolamente e, ainda por cima, Bibi morreu brava e decepcionada comigo! – jogou um olhar furioso á Mari.

A garota olhou perplexa para o rapaz.
- Ok, não precisa jogar na minha cara que eu causei tudo. – disse olhando para o chão. – A Bibi foi-se embora chateada comigo! Mas..

- Não precisa falar mais nada. Não estou jogando a culpa em você. Mas se continuar a dizer essas coisas melancólicas, vai encravar ainda mais a faca que foi colocada em mim.!

- Você não me deixou terminar de falar! – se irritou ela – A Bibi sempre foi minha amiga. Você não sabe como ela falava bem de você! Eu, ela, a Maquele e a Angie Kakko nee-chan vivíamos conversando... Os olhos da Bibi-san brilhavam quando seu nome era pronunciado! E também...

- Mas tudo isso mudou. – novamente a interrompeu - Você se formou em medicina, a Kakko foi para São Paulo para abrir uma marca de roupas, a Maquele mudou de lado... E tudo mudou! Isso são apenas lembranças de adolescentes!

- Não! Se você quer saber, eu sempre conversei muito com a Bibi atualmente. E as coisas que ela dizia para mim eram as mesmas sobre ti!

- Ok, mas o que isso tem a ver? Minha dor não melhorará nada e...

- Viu como você não saca as coisas da vida fácil? Não percebeu que a Bibi te amava? Por que está assim tão deprimido? Ok, ela foi uma pessoa muito querida e tudo, perde-la foi também uma grande lástima para todos... Mas ás vezes, devemos olhar tudo um lado bom das coisas.

- Olhar um lado bom numa morte? Não me faça rir!

- Eu não estou me referindo á morte dela. Você está lamentando e dizendo que ela morreu chateada com você. Mas o que eu quero dizer, é que, não, apesar da briga, vocês se gostavam e isso para mim já é uma coisa boa. As brigas nesse caso são uma coisa passageira, que coisa, você não entende??
Que seja, mas a Bibi não deixou de te amar apesar dela estar chateada, não percebe? A vida dela foi completa ao seu lado... Só sabe reclamar e reclamar?

Roronoa parou e pensou. Mari estava realmente dizendo a verdade.
- Hei, Mari! – ouviu se um grito de longe.

- Luffy-kun?

- Você vai demorar muito ou o que? Sua irmã e eu estamos te esperando no carro. – perguntou o rapaz.

- Ah sim. Não se preocupe, diz para a Angie Kakko nee-chan eu já estou indo. – disse Mari á Luffy-kun, que voltou ao carro preto do outro lado da calçada.

- Bem, Roronoa-san... Já vou para casa. Não posso perder essa carona, afinal minha casa é muito longe... – Deu um sorriso atrapalhado. – Pensa no que eu te falei, tudo bem? – ao dizer isso ela saiu em disparada ao encontro de seu amigo e sua irmã.

Roronoa ficou lá, sentando, pensado.
Ficou um bom tempo lá, naquele banco, naquela mesma praça, olhando as mesmas árvores. O tempo parecia que não passava para ele... como se fosse ontem que conhecera Bibi.

- É... foi aqui que eu te conheci. Não tem como esquecer. Jamais vou tirar da cabeça aquele rosto único que não sai da minha cabeça... Jamais vou esquecer-me do cheiro de menina que você tinha, aqueles olhos castanhos cor caramelo não desgrudavam de meus olhos... Lembra, que, quando completamos o nosso primeiro ano de namoro, eu te trouxe para cá e você me deu uma flor de cerejeira? Pois é, essa flor consequentemente espalhou uma semente, que deve ter plantado outra árvore. Para mim, você será como essa flor, espalhará vida e felicidade á todos que passaram por ti, mesmo que não esteja junto conosco.
Porém agora, só me resta dizer..







... Sayounara.

2 comentários:

  1. Deixe eu ter a honra de ser o primeiro a comentar essa 8ª maravilha do mundo (sem ser puxa-saco).
    A história é muito bonita, quase chorei lendo (quase!)to sem palavras para te elogiar, mas saiba que não tem palavra no dicionário para o sentido de gratidão/elogio não tem nenhuma que explique o que estou sentido.

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  2. Sinistro! Você é uma escritora nata. Não tenho nem palavras...

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